Dei corpo às minhas palavras.
Emprestei-lhes voz.
Pintei-as com movimento e luz.
Pisaram o espaço certo…
Para serem testamento em vida!
Palco!
Com tudo o que teci, uma peça escrevi.
Verdade!
Rimei!…tão bom! Quem rima sem querer…
Reza assim a sinopse:
Era uma vez uma rapariga com um grande sonho – SER. Enfraquecida
por diversos condicionamentos, viveu anos e anos a cumprir o espelho da
sociedade, educação e família. Mascarava a sua fragilidade com sorrisos
escancarados, roupas e escolhas ousadas. Nesta luta interior do “SER e
NÃO SER”, quem vence? Frustração ou força de vontade? A cantiga da
sociedade ou a voz do amor-próprio? Do poço rejubila a descoberta:
Todos diferentes. Todos importantes.
As mangas são arregaçadas. O cajado empunhado. Ser ou Não Ser… A
dualidade era resistente. Gritava e entrava no carrossel. Voltas com
reviravoltas.
A esperança olhava sempre o horizonte…via magia na uniqueness a
desabrochar!
Sim, uma homenagem a todos o que são diferentes de mim!
Palmas para eles que me ergueram às estrelas da ribalta!
Obrigada!
Uma vénia aos trambolhões que puxaram os cabelos até ao topo do céu.
Lá em cena são desembrulhadas palavras:
– Vê!
Um abraço à escuridão que empurra nova onda e navegação.
– Ouve!
Beijos às cegonhas que reclamam renascimento.
– Sente!
LIBERAKTO
Uma performance para vós.
Teatro convencional, físico, poético…não sei!
Sou eu a ser eu.
Sou eu a ser partilha com exposição pura e natural.
São as minhas convicções, com e sem as convicções dos outros.
São as minhas quedas que podem amparar arranhões ou lágrimas…
…e todos os que espreitarem a mesma valeta!
A bicicleta pedala.
A prancha mergulha
O futuro é resgatado.
Da janela fechada, outro olhar abre caminho.
…sem cadeado!
Mais uma rima…
…com tempo de aprendizado.
Em cena estou só.
Só com a mestria do encenador, a sabedoria do técnico do som, a astúcia
do mestre da luz.
Em cena não estou só…
A amiga que penteia as pestanas nervosas.
O cabeleireiro dos matizados inquietos.
O cuidador com um chá quente e gengibre bem picante.
Alguém com flores sorridentes!
Em cena não estou só!
Abraço-te COLETIVO do teatro.
Sim, a bandeira foi hasteada!
Santa Maria – Açores
Vejam! Vejam!
Obrigada PIRILAMPOS!

Maravilhosa Luisinha! texto super……Que estejas bem e essa veia literária cada vez mais apurada! beijinho